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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pedaços do Sul (1995) - Estrada afora

Meu pingo baio come milho o ano inteiro
Pousa encerrado e se conserva pendurado
Mas quando o sol pega o carreiro de ir embora
Estrada afora nos perdemos pelo pago
Dentro do peito uma saudade me esporeia
E esta anciedade de chegar que me acompanha
Apuro a trote do meu baio cabos negros
Que me conduz pelos bailes da campanha

Saio na noite a camperiar
Por entre estrelas lume dos olhos
Das morenas do rincão
E me embriado de paixões que gavionaram
E entrego as rédeas
Para o próprio coração

Enquanto as horas
Que galopam no fandango
Seguem levando a noite presa pelos tentos
Eu sinto a alma mais leviana quando danço
E mais serena as paixões do pensamento
Quando retorno na manhã que me sombreia
Pra mais um dia de sol quente e tempo bom
A luz que nasce
Mostra um lenço que escarceia
Acena a estrada e vai timbrado de batom

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